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The Museu Nacional dos Coches
Lisboa, Portugal |
D. Queen D. Amélia de Orleãns
e Bragança |
Coach of the Oceans, 18th cent.

The Museu Nacional dos Coches was created by
Queen Amélia de Orléans e Bragança, wife of King Carlos I, and is
located in the building of the Royal Riding School of the Palace of
Belém, later adapted to this use. Possessor of an unique collection
of vehicles for ceremony and for travel from the 17th to 19th
centuries, mostly from the Crown Assets or from the property of the
Royal Family, the Museu Nacional dos Coches allows the visitor to
understand the technical and artistic evolution of animal-pulled
transport used by the European courts until the appearance of the
automobile. In addition to the harnesses belonging to the vehicles,
the collection also contains a significant collection of cavalry
harness as well as uniforms for ceremonial and service uniforms for
the coaches, a nucleus of armoury and 18th-century processional
accessories. Completing the collection are oil portraits of the
monarchs of the Bragança dynasty, former owners of the coaches
exhibited and a no less important collection of graphic works
(prints, drawings, photographs) related to the collection or the
history of the Museum.
Vila Viçosa Collection
Open to the public since May 19, 1984, this annex of the Museu
Nacional dos Coches is located in the former carriage barn and
stables of the Paço Ducal of Vila Viçosa. It shelters a group of 73
vehicles from the 18th to 20th centuries. |
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Criado por iniciativa da Rainha D. Amélia
de Orleãns e Bragança, mulher do rei D. Carlos I, o Museu dos Coches Reaes como
então se chamava,
foi inaugurado no dia 23 de Maio de 1905.
D. Amélia, senhora de grande cultura, toma consciência do valor patrimonial das
viaturas de gala da Casa Real e com o apoio de Monsenhor Joaquim Boto, Cónego da
Patriarcal de Lisboa e do Conselho do Rei e do seu Estribeiro-Mor, Tenente
Coronel de Cavalaria Alfredo Albuquerque, propõe-se reuni-lo, salvaguardá-lo e
apresentá-lo ao público à semelhança do que acontecera, pela primeira vez em
Paris em 1900, na Exposição Universal.
O local escolhido para a sua instalação foi o Picadeiro Real de Belém que
deixara de ser utilizado e onde, há época, já se encontravam armazenadas algumas
das principais viaturas da corte e para onde a rainha fez convergir os antigos
carros nobres da Casa Real Portuguesa e respectivos acessórios, património que
se encontrava disperso pelos vários depósitos e cocheiras dos palácios reais.
Da primitiva colecção faziam parte 29 viaturas, fardamentos de gala, arreios de
tiro e acessórios de cavalaria, utilizados pela Família Real.
Após a implantação da Republica, em 1910, o Museu passa a designar-se por Museu
Nacional dos Coches e o seu espólio foi enriquecido com outros veículos da Coroa,
do Patriarcado de Lisboa e de algumas casas nobres.
Hoje o Museu reúne uma colecção que é considerada única no mundo devido à
variedade artística das magníficas viaturas de aparato dos séculos XVII, XVIII e
XIX, e ao número de exemplares que integra.
De entre os veículos expostos destacam-se coches, berlindas, carruagens, seges,
carrinhos de passeio, liteiras, cadeirinhas e carrinhos de criança formando um
interessante conjunto que permite ao visitante compreender a evolução técnica e
artística dos meios de transporte utilizados pelas cortes europeias até ao
aparecimento do automóvel.
Completam a colecção, um núcleo de arreios de tiro, arreios de cavalaria, selas,
fardamentos de gala, de armaria e acessórios de cortejo setecentistas, de que se
destaca um conjunto de trombetas da Charamela Real bem como uma galeria de
retratos a óleo dos monarcas da Dinastia de Bragança.] |
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