Eternamente Iolanda Callil

 

Hoje,

vinte e cinco de março de dois mil e oito,

quando foi publicado no Jornal Todo Dia

a poesia:-

Iolanda Callil? Sou eu!

recebi as dezesseis horas e cinco minutos

uma ligação.

 

Depois de quarenta e quatro anos,

recebi uma surpresa em minha vida,

Iolanda Callil me liga

para agradecer a lembrança do passado.

 

Ela me disse:-

Que a sua vida seja sempre de felicidade,

depois de tantos anos você se lembrou de mim!

Com certeza, nunca lhe esqueci.

 

 

Iolanda Callil,

na ocasião com 7 anos de idade

aprendi na infância

as mais sublimes lições

de responsabilidade e obrigações,

ali foi o meu maior aprendizado na vida.

 

Iolanda dizia:-

Procurei seu nome,

ligaram para eu, fui atraz,

até descobrir seu telefone,

Iolanda ligou-me no celular

que a minha filha Marli lhe passou.

 

Dizer a verdade,

depois de quarenta e quatro anos,

isso é reencontrar a mãe da cultura.

 

Tão terna a voz de Iolanda

se manifestou no celular,

esse encontro emocionante

marcou mais uma vez

que a história se faz com gestos concretos.

 

Iolanda se referiu no tributo escrito a ela,

isso foi uma manifestação do meu coração de poeta

e de aluno da mais bela professora de todos os tempos.

 

Parece que foi ontem,

Iolanda por graça da vida

deve receber mais homenagens

 ela está jovem

vejo e sinto seu espírito de professora

ainda agindo em mim.

 

Acredito que também não cresci o suficiente

sou ainda criança brincando de escola

no Jornal Todo Dia, falando aos meus leitores

as coisas boas que o amor fez na minha vida.

 

Celebrar Iolanda é graça divina,

é prêmio sem troféu,

é uma comemoração de alma,

de júbilo de paz e gratidão,

pelas centenas de alunos que Iolanda ensinou.

 

Maestrina em vida

eternamente será o estandarte

de uma mulher que venceu,

casou-se e teve filhos,

muitos filhos, também muitos alunos

que se tornaram seus filhos na cultura e no saber.
 
(Carlos Basanella)