Saudades De Mim!

Saudades do quê ou de quem?
Somente sinto vibra
ções internas mostrando que a vida é boa...
Somente relembro coisas boas do passado,
as m
ás lembranças abandonei-as estou em paz comigo...

Tive muitos acertos e erros, em todos eles nos erros
eu disse: - A minha casa
é sua casa...
Em um
último acerto e desacerto
aconteceu tamb
ém acertos e erros,
estive sempre à
disposição ao diálogo...

Fui condenado e condenaram-me acusaram-me
 e fui declarado culpado
n
ão por juizes, mas por uma inspiração...

Minha advogada Sandra fez seu bonito papel
levou os recados como sinal de vida...

Hoje tenho saudades poéticas, mas parece que estas saudades
s
ão de mim mesmo...

É bonito ter um comportamento
baseado na presen
ça, participação e diálogo
foi assim que coloquei-me
à disposição...

Sandra minha advogada sabe de tudo e tem o carisma
da maturidade...

Quando se erra ou quando se acerta,
é bonito a presença, a participação e o diálogo
a inten
ção e a disposição tem um valor incalculável...

Na sabedoria de Sandra pude descansar minha consciência
por isso tenho saudades de mim...

Da outra parte olhos negros tenho lembranças,
saudades controlada por um senso de ju
ízo verdadeiro...

Nada morre dentro da gente,
mas saliento o quanto
é bom estar disponível
para aprender o certo ou corrigir o erro...

Graças a Deus não fiquei com aquela impressão
estou certo e o mundo que se dane,
é feio agir assim...

Olhos negros dizia estar certa e eu errado,
mas sumiu e nunca mais deu as caras,
estar certa e eu errado podia at
é ser...

O resultado do poder da língua sobre aquilo que se fala
a pessoa que n
no vai adiante, fica réu da própria palavra...

Faz um ano que olhos negros se foi,
porque negar uma inspira
ção,
em um esp
írito livre ainda ela é bonita...

Mas, com passar dos tempos a beleza maior está em Sandra
que soube conduzir uma consciência
esclarecida da realidade presente...

Com ela aprendi que errando aprendemos
e quando acertamos devemos ser exemplos
para a vida sempre melhorar...

É egoísmo estar certa e ter razão ausentar sem deixar pistas,
exercitando uma moral duvidosa...

Por isso relembro o ano de mil novecentos e oitenta e oito
quando escrevi:-
 

Renovo todas as impressões do meu sentido de vida
para viver o amor com gesto concreto,
para praticar a conversno com confiança na intenç
ão do meu propósito.

Relembro somente coisas boas do passado,
as m
ás lembranças abandonei-as e elas nno me incomodam mais,
pois abri o meu coraç
ão ao diálogo que promovem a harmonia,
a concórdia e a paz de espí
rito...

Paro agora mesmo de me condenar e reprimir os órgãos
do corpo por discernir com clareza a vida que devo assumir
e administrar todos os dias da minha vida...

Por isso,
tenho saudades de mim,
da maneira como me comportei diante de você!

Moral:

Quem quer moral deve-se moralizar!

  (Carlos Basanella)

 

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