Divina
Lagrima.

Lágrimas
abençoadas,
em duas casas
moram as
lagrimas,
lagrimas de
alegria e
lagrimas de
tristeza.
Muitas vezes
de tão
triste que é
a situação,
acabamos
chorando de
alegria,
porque na
tristeza
permanecemos
vivos.
Nunca
experimentamos a
totalidade da
tristeza
porque já
experimentamos a
alegria.
Nunca
experimentamos a
totalidade da
alegria
porque já
experimentamos a
tristeza.

Somos seres
próximos
daquilo que
sentimos,
a
diferenciação
está na
(interpretação)
e na
finitude
humana.
A tristeza
prolongada
pode afetar
os órgãos,
mas em um
dado
momento,
dentro da
tristeza vem
a alegria da
esperança.
Na alegria
da esperança
também
ficamos
tristes
porque
dentro da
alegria
sentimos que
somos
vulneráveis.
Daí nos vem
a idéia da
(flexibilidade),
para
acostumar o
corpo
convivendo
com a
alegria e a
tristeza,
e no
arremate um
sorriso no
ar.

Seria
comparado a
uma dor de
dente,
por causa
dos outros
dentes bons
sem dor,
sorrimos na
mistura
entre o
alivio e a
dor.
Lágrimas
derramadas
caem ao chão
ou molha
o lenço, as
lágrimas
umedecem o
restante dos
olhos,
lava os olhos.
Se na
meditação
encontramos
respostas
para a vida,
nas lágrimas
encontramos
o que lava a
alma,
os olhos,
eles os
olhos a
porteira
entre a vida
natural
humana
e a vida
sobrenatural
divina.
(F. C.
Basanella)


