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-Fátima Irene Pinto - Meus amigos t êm olhos que brilham quando vêm osdois pequenos sóis em que se transformam os meus quando eu os encontro. Meus amigos t êm mãos que apertam, afagam e tocam;braços que se estendem amplamente para receber o meu abraço. Meus amigos n ão são ingênuos, tolos ou imprudentes.São apenas desarmados, não ocultam sentimentos nem se calam quando falar é a necessária e adequada ação. Meus amigos, quando se expressam, esquecem a orat ória impecávele até mesmo o correto português porque ás vezes o coração precisa de manifestações acima do vernáculo, mas repletas de significativas e barulhentas interjeições. Meus amigos nã o são apenas impulsos elétricos.Eles conhecem meu endereço e, muitas vezes, devido à distância perdemos "um face a face", mas nos "abraçamos" através de um monitor ou de um amoroso telefonema. Afinal, quem s ão meus amigos?S ão pessoas plenas de amor, como eu.Alguns sem raça definida, outros têm brasões, outros são quatrocentões, outros se parecem com lordes Ingleses, outros carregam complicados sobrenomes Alemães, mas há uma marca em comum : todos sabem dar-me transparente e sincera afeição. Haja o que houver, meus amigos jamais me deixam na m ão!
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